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Quinto relatório sobre a coesão económica, social e territorial


O desenho do futuro da política de coesão registou um novo avanço com a publicação a 10 de Novembro de 2010 do "Quinto relatório sobre a coesão económica, social e territorial" e com a apresentação da Comunicação da Comissão sobre o referido relatório (Conclusões do quinto relatório sobre a coesão económica, social e territorial: o futuro da política de coesão).
Nestes documentos são evidenciados os contributos significativos da política de coesão para o crescimento e desenvolvimento equilibrado na União. No entanto, destacam igualmente que a crise económica e financeira dos últimos anos coloca novos desafios e demonstra a necessidade de um investimento na competitividade de todas as regiões, bem como na continuação do apoio às regiões mais atrasadas. Neste contexto, a Comissão propõe:
·        o financiamento futuro centrado num número limitado de prioridades, em conformidade com os objectivos fixados pela Estratégia Europa 2020;
·        a reformulação dos ciclos de planeamento e gestão da política de coesão com vista a assegurar que os objectivos fixados pela Estratégia Europa 2020 sejam traduzidos em prioridades de investimento;
·        a contratação entre os Estados-Membros e a Comissão que permita precisar a forma de cumprir essas prioridades, com base nos futuros programas de reformas nacionais dos diferentes países, incluindo o estabelecimento de objectivos claros e mensuráveis;
·        a constituição de uma coordenação nacional dos financiamentos provenientes de diferentes fontes da UE, com vista a garantir uma execução eficaz e a visibilidade dos resultados;
·        a promoção da oferta de incentivos para tornar a execução dos programas de coesão tão eficiente e ambiciosa quanto possível sendo que uma percentagem do financiamento de coesão poderia constituir uma reserva e ser disponibilizada às autoridades nacionais e regionais com base na qualidade e nos progressos dos programas apresentados;
·        a simplificação do sistema de execução mediante a redução da burocracia e o reforço da avaliação, do desempenho e dos resultados graças a uma definição mais concreta dos objectivos.

A publicação do presente relatório marca o lançamento de um processo de consulta pública que decorrerá até 31 de Janeiro.